Um em cada 5 eleitos para a Câmara vai assumir mandato pela 1ª vez na vida


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Dos 513 deputados federais eleitos no último domingo, 102 vão assumir um mandato na Câmara pela primeira vez. Esses novos parlamentares representam 1 em cada 5 políticos que formarão a Câmara dos Deputados em 2019. Metade da nova Câmara é formada por deputados que se reelegeram para a função. Além dos novatos e dos reeleitos, um batalhão de 147 nomes já foi eleito para algum cargo público que não o de deputado federal.
Puxado pelo presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL contribuiu com 34 dos 102 dos estreantes.
O levantamento feito pelo UOL levou em conta informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre pleitos anteriores. Em alguns casos, esses novos políticos já concorreram a outros cargos, mas nunca venceram. Deputado mais votado no RJ com apoio de Bolsonaro, Hélio Negão (PSL) é um deles. Antes de vencer esta eleição, ele já havia tentado, sem sucesso, a Câmara em 2014 pelo PTN. Em 2016, já no PSC, tentou ser vereador em Nova Iguaçu (RJ), mas ficou como suplente.
Além de Hélio Negão, a popularidade deBolsonaro ajudou o PSL a eleger mais 33 novos nomes na Câmara. Em sua maioria, esses novos parlamentares são ligados a área de segurança, como militares do Exército ou da Polícia Militar, ou figuras que já eram populares, como a jornalista Joice Hasselmann, mulher mais votada em São Paulo, e o ex-ator Alexandre Frota.
Outros partidos também elegeram nomes conhecidos sem experiência prévia vitoriosa em eleições. Kim Kataguiri (DEM-SP) – um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre) e deputados filiados ao Novo, partido que disputou sua primeira eleição, foram alguns deles. Já Alexandre Padilha (PT-SP), Marcos Pereira (PRB-SP) e Marcelo Calero (PPS-RJ) foram ministros nas gestões de Dilma Rousseff e Michel Temer (MDB) e ocuparão uma cadeira na Câmara após a visibilidade ganha no governo.
Alguns dos outros novos eleitos ganharam sua primeira eleição, mas levam a política no DNA. São os casos de João Campos (PSB), deputado mais votado em Pernambuco e filho do ex-governador Eduardo Campos; Wladimir Garotinho (PRP-RJ), filho do ex-governador Garotinho (PRP-RJ); Otto Alencar Filho (PSD-BA), filho do senador Otto Alencar (PSD-BA); e Jaqueline Cassol (PP-RO), irmã do senador Ivo Cassol (PP-RO).
PT, PSDB MDB, maiores partidos do Brasil, somam dez nomes entre os novos políticos.

Câmara com renovação, mas não tão nova

No total, 51% da Câmara será renovada em 2019, a maior troca de parlamentares desde 1994. Nesta conta entram os novos políticos, figuras eleitas para outros cargos em eleições anteriores, nomes que já passaram pela Câmara em outras legislaturas, e deputados que foram suplentes e esse ano conseguiram se eleger.

Dos 262 “novos” parlamentares, 129 já foram eleitos para algum cargo, mas nunca para a Câmara. Eles serão 25% da casa em 2019. Em sua maioria esses políticos foram vereadores, prefeitos ou legisladores em assembleias e que subiram na carreira política. Marcelo Freixo (PSOL-RJ), deputado estadual por três mandatos, Wagner Montes (PRB-RJ), também deputado estadual do RJ; e Rui Falcão (PT-SP), ex-deputado estadual e ex-presidente do partido, são alguns desses nomes.
Além destes, 18 políticos foram suplentes à Câmara em outras eleições e agora conseguiram uma vaga como titular. Presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar foi em 2014 e neste ano foi um dos mais votados em Pernambuco. O mesmo aconteceu com Túlio Gadêlha (PDT-PE), namorado da apresentadora Fátima Bernardes.
Já 13 políticos voltaram para Câmara depois de pelo menos quatro anos longe dela. O caso mais emblemático é o de Aécio Neves (PSDB-MG), que quase venceu a disputa à Presidência em 2014 e deixou o Senado para garantir sua eleição após ver seu nome envolvido em casos de corrupção. Lídice da Mata (PSB-BA), Gustavo Fruet (PDT-PR) e Ângela Amin (PP-SC) são outros nomes conhecidos que retornam à Casa.
UOL

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