Especialistas descartam surto da gripe H1N1 no Rio Grande do Norte



Febre, dores no corpo, dor de garganta e na cabeça, cansaço e espirros: esses são alguns dos companheiros comuns de milhares de brasileiros no início do período chuvoso, quando a gripe, em suas mais diversas formas, se espalha com facilidade entre a população.

Chuvas rápidas, clima abafado e muitos ambientes fechados com aparelhos de ar condicionado facilitam a propagação dos vírus nesse período do ano. Apesar de serem velhas conhecidas da maior parte das pessoas e de existirem mais de 200 tipos de vírus capazes de provocar os sintomas mais comuns, alguns cuidados devem ser tomados especialmente para o chamado “grupo de risco”, que pode estar suscetível às formas mais graves da doença.

Até o momento, 86 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram registradas no Rio Grande do Norte este ano, e outros 36 casos estão em investigação, de acordo com a Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap).

Os especialistas descartam, no entanto, um “surto” de H1N1 ou influenza, e afirmam que os níveis de contágio estão condizentes com o esperado nesta época do ano. Em Natal, foram 25 casos notificados, número inferior ao do mesmo período analisado no ano passado.

“A doença é, estatisticamente, no máximo de média gravidade. O H1N1 não é mais grave do que os outros vírus-gripe, como costumamos chamá-los. Ele está entre nós desde 2009, quando houve a pandemia”, afirma Luis Alberto. Ele ainda ressalta que a vacina que está sendo atualmente disponibilizada, a princípio para os grupos de risco, contempla exatamente os vírus que estão circulando este ano. “A vacina é preparada no ano anterior. Por sorte, a vacina que foi preparada em 2017 contempla exatamente os vírus que estão circulando em 2018, o que é positivo”, diz o médico.

A vacina brasileira, portanto, é trivalente: contempla o H1N1, o H3N2 e um da influenza B.”Não podemos esquecer que outros vírus respiratórios como o corona vírus e o rino-vírus também continuam aparecendo. Ou seja, tomar a vacina não garante que você não terá gripe. Mas não terá pela influenza, que é a que mais mata no mundo inteiro”, completa.

Para o médico, o mais importante é que as pessoas compreendam que os vírus-gripe estão presentes todos os anos, em especial no início do período chuvoso. “Há sim casos mais graves, mas eles não são a regra”, diz o infectologista. As categorias que estão no grupo considerado de risco, ou seja, que têm possibilidade de contrair as versões mais graves da doença, são crianças – em especial aquelas até dois anos -, gestantes e puérperas, idosos acima de 60 anos e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.

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