JUCURUTU: Vereadora Assume Falhas e Pede ao Prefeito Valdir Para Justar as Coisas


Na tarde da última segunda-feira (28), durante reunião exclusiva para servidores municipais, convocada pelo Prefeito; algumas falas chamaram atenção. Uma delas foi a da professora Margarida Bezerra que afirmou, categoricamente, que a lei de cargos, carreiras e salários aprovada por unanimidade de votos pelos vereadores, na gestão 2013-2016, era um desastre, além de muito mal feita e que os vereadores deveriam ter, obrigatoriamente, enviado a mesma às comissões para que fosse aberto um amplo debate e calculado o impacto que a referida lei traria aos cofres públicos, de modo a não prejudicar ambas as partes, Prefeitura e servidores.

Ressaltamos aqui que, apesar de raramente ou nunca se fazerem presentes em eventos do município de Jucurutu, os vereadores estavam representados na reunião dos SERVIDORES, sendo o que uma das representações foi a presença da presidente da câmara de vereadores. E aí está a segunda fala interessante daquela tarde; a vereadora fez uso da palavra e começou rebatendo uma expressão do Prefeito direcionada, à época, remetendo-se à sessão que aprovou o plano, quando os chamou de irresponsáveis: "Estou aqui e sou umas das que o Senhor chamou de irresponsável pois estava no grupo que aprovou o plano. Na época, tivemos a boa vontade de aprovar a lei que, pelo nosso entendimento, vinha para beneficiar os servidores.

Como há muitas críticas de todos a ela, pois há muitos erros, e como o prefeito está vendo os erros, AJUSTE as coisas e deixe tudo certo, que nós votaremos a favor". Muito provavelmente, não foi o prefeito que os chamou de irresponsáveis, antes que eles próprios o fizessem, repetidas vezes, logo após iniciarem as sessões após o primeiro recesso da Casa, em Janeiro.

Retomando... Parabéns a vereadora que reconheceu o grave erro que seu grupo cometeu ao aprovar uma lei tão importante e impactante para município, de forma rápida, e em ano eleitoral, sem o devido cuidado, sem nenhuma consulta prévia aos seus assessores jurídico e contábil existentes na Casa Legislativa, enfatizando os impactos da mesma sobre as finanças do Município. Daí parte outra dúvida, por exemplo, se nem o trivial fizeram na lei de cargos, como o estudo de impacto financeiro associado com a projeção de receitas e despesas; será que fizeram para as demais leis que impactariam diretamente no orçamento, por exemplo a lei das titulações? Leis importantes e que, sem dúvidas, geram expectativas nos servidores. Porém tudo deve ser feito de forma responsável, pensando à frente e não a um metro do olho e analisando todos os cenários. Afinal, são leis que mexem com todo o município.

Para a vereadora fica aquele velho ditado, mas bem atual e pertinente à situação: "A PRESSA é inimiga da perfeição".

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